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Utinga

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Câmara Municipal de
Utinga



Visão Geral


Visão Geral

Bandeira Bandeira do Município
Brasão Brasão do Município
  • Aniversário: 27 de abril
  • Fundação: 27 de abril de 1953
  • Padroeiro (a):Senhor do Bonfim
  • Gentílio:utinguense
  • Cep: 46810-000
  • População: 19000 (estimativa)
  • Presidente (a): ()
    -

Clima

* Tipo clima: seco
* Precipitação média anual (mm): Média: 565 Máxima: 1481 Mínima: 160
* Temperatura média anual (mm): Média: 22.9°C Máxima: 28.5°C Mínima: 18.9°C
* Altitude (m): 520 Latitude: 12º05’ Longitude: 41º06
* período chuvoso: novembro a fevereiro

História

A descoberta do fertilíssimo Vale do Rio Utinga data de 1551, com as missões catequéticas dos jesuítas, iniciando-se aí o povoamento da região com o aparecimento das primeiras fazendas de criação. De 1843 à 1846, o Pe. Benigno José de Carvalho e Cunha, vigário de Campestre, financiado pelo Instituto de Geografia do Rio de Janeiro, viajou por todo o Vale do Rio Utinga com a finalidade de exploração, mas, tendo como objetivo principal, encontrar uma cidade abandonada. Porém, tudo o que encontrou por aqui, foram muitos quilombos de valentes e perigosos negros, fugidos das fazendas e que povoavam e cultivava o Vale do Rio Mocambo.

Com o fulgor das minas de diamante de Lençóis e Estiva descoberta em 1840, surgiu às margens do Rio Mocambo, um Arraial de casinhas, que foi chamado de Palha e que servia de pouso aos viajantes que iam para as Lavras Diamantinas ou de lá voltavam com o destino à Jacobina, Morro do Chapéu ou Orobó. O povoado de Palha, veio a servir mais tarde, de reduto de malfeitores, chefiado por Hermenegindo de Souza Santos. Por isso, as forças do Estado foram obrigadas a intervir, culminando com a destruição do Povoamento pelas tropas comandadas pelo Tenente Bitencour que incendiaram o Arraial em 1905.

A sua reconstrução, não tardou, desta vez, em terras cedidas por Joviniano Bastos e os irmãos Izidoro e Manoel de Souza Santos. Nasce assim, o Arraial de Bela Vista de Utinga com material melhor e casas de telhas formadas pela Praça Dias Coelho e uma rua que descia para o Rio Mocambo. Em 02 de agosto de 1917 foi o Povoado de Bela Vista de Utinga, elevado à categoria de Vila e criado o Distrito deste mesmo nome. É uma fase de grande crescimento com mais de cem engenhos de cana, produzindo açúcar, rapadura e cachaça, além da grande produção de feijão, milho, arroz, mandioca, fumo, batata e outros.

O comércio cresceu e foi levantado um barracão na Praça Dias Coelho. Era imensa a fartura e tudo era barato. Da Bela Vista, saiam lotes de burros para todas as regiões levando os produtos do Vale do Rio Utinga. Em 1933, o Decreto de Getúlio Vargas, criando o Instituto do Álcool e do açúcar veio descontrolar a economia de toda a região. Os engenhos foram calando, a vida de todos piorando e começou o grande êxodo, principalmente para a grande São Paulo. Em 30 de Novembro de 1938 o Decreto Estadual nº 141 de 31 de dezembro de 1943 modificou a denominação do Distrito e de sua sede para Utinga.

A necessidade de melhoramentos urbanos e a falta de escolas fizeram com que, em 1945, surgisse a idéia da emancipação de Utinga, liderada pelo Pe. João Ramos Marinho. O projeto se concretizou por força da Lei Estadual nº 550, de 27 de Abril de 1953, que criou o Município de Utinga com território desmembrado de Morro de Chapéu. Sua inauguração ocorreu em 07 de Abril de 1955. O Sr. Aristóteles Souza Neto foi Intente Municipal no período que antecedeu a posse do primeiro prefeito Sr. Otávio Monteiro. Do livro Utinga das Águas Claras...

Turismo

O município de Utinga, localizada na Chapada Diamantina. Muita gente não sabe, mas Utinga, que tem o mesmo nome do rio que nasce em suas terras e cruza a Chapada, tem inúmeras belezas. São 630km² de território e aproximadamente 20 mil habitantes. Entre os seus pontos turísticos, destaque para a Serra da Atalaia, na Estrada da Cabeceira do Rio, que é de uma beleza exuberante com um orquidário natural.
Uma visita à aldeia Iapira, dos indígenas da etnia Payayá, é também uma grata surpresa. Lá o turista pode encontrar desde ervas e chás medicinais, como um dos mais pedidos, feito com cúrcuma, gengibre e sucupira, para acalmar o estômago. E não para por aí, eles fabricam também a Kauin Eté, uma cerveja artesanal de produção indígena, que tem em sua receita o licuri, jambu, e outros elementos da cultura payayá. A tribo tem também uma produção de licores e bebida de jambú, que são feitas com a cachaça Cabeceira do Rio, mais uma produção utinguense. A cachoeira da Mariazinha, na comunidade do Riachão, é outro ponto bastante procurado. Tem trilha fácil, na ida é praticamente só descida, é bom estar calçado com sapato com solado de borracha para não derrapar. A subida na volta é a parte mais complicada, mas nada impossível, basta acertar o ritmo. O local tem poços para banho e quedas d’água relaxantes.
Também vale a pena visitar o Balneário do Argemiro, um local privado banhado pelo Rio Riachão, que oferece lazer e diversão com shows ao vivo, quadra de esportes, chuveirão e uma piscina natural. Além das iguarias culinárias da cidade, como o cortadinho de palma com galinha caipira, o cortado de banana verde e o maxixe cozido.

Letra do Hino

Refrão (2x)

Cidade de Utinga,
Te amo, te amo.

Nasceste da palha,
No sítio, na roça,
Hoje alvoroças,
Teus filhos e alguém,
Tua bandeira,
Oscila e suscita,
O amor que palpita,
E atrai gerações.

Refrão (2x)

Cidade de Utinga,
Te amo, te amo.

Vê tua grandeza,
Que exprime um porvir,
Bela cidade que sonha, que ri,
Que canta o progresso,
Na harpa que tange,
Tua nobre história,
Que diz tuas glórias,
Solenes e raras,
Nos rios, nas fontes,
Das águas claras...

Áudio do Hino